Fiat fechou o acordo para a aquisição da Chrysler na manhã desta quarta-feira, dia 10 de junho. Dessa forma, a marca americana se mantém viva, mas agora sob propriedade de um grupo comandado pela Fiat, os governos americano e canadense, e o fundo formado pelos trabalhadores da empresa.
De acordo com o processo de recuperação judicial, o grupo irá assumir os ativos considerados saudáveis da antiga Chrysler. Os ativos considerados inviáveis serão vendidos ou simplesmente fechados.
A nova empresa será chamada de Chrysler Group LLC e suas operações começam imediatamente. Sérgio Marchionne, CEO da Fiat, também será o CEO da nova empresa, enquanto o antigo comandante da Chrysler, Bob Nardelli, deixará a empresa.
A Fiat terá 20% das ações da nova empresa, com a opção preferencial de elevar esse percentual para 35% se determinadas metas contratuais forem atingidas. No entanto, a fabricante italiana só poderá ter o controle majoritário após o valor que o governo americano investiu na companhia desde o final do ano passado seja devolvido aos cofres públicos.
O fundo de pensão dos funcionários, chamado de Associação Voluntária Beneficiária dos Empregados, agora tem 55% das ações da companhia. O governo americano, 8%, enquanto o governo canadense, 2%.
O Conselho administrativo da nova Chrysler será formado por nove diretores, sendo três deles indicados pela Fiat, quatro pelo governo americano. A forma de indicação dos outros dois membros ainda não foi definida, mas é provável que o governo canadense indique um membro e a associação dos funcionários, outro.
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